
A Mulher e o trabalho diário de superação Interior
15 de julho de 2026Morrer no Defeito Psicológico Não se Confunde com Reprimi-lo frente às Leis.
Pergunta: – Mestre Raphael, já que esta humanidade não consegue obedecer aos 10 mandamentos, seria possível colocar os Três Fatores na condição destes Mandamentos para que ficasse “mais fácil”?
Resposta – V.M. Raphael –: Aquele que estiver praticando os Três Fatores estará cumprindo os 10 Mandamentos porque os dez Mandamentos são apenas leis para o “ego”, e os Três Fatores são leis para o iniciado. O iniciado segue as leis praticando os Três Fatores. Obviamente não cai nos erros de violar os dez mandamentos, pois o que faz violar os dez Mandamentos são os defeitos psicológicos, assim como qualquer lei que aí exista.
O “eu psicológico”, está presente em todas as pessoas, em todos, então, foi preciso criar o Código Penal, o Código Civil…, para poder dar limite ao “eu”, para poder reprimir o “eu”, o defeito psicológico. Aquele que estuda Direito, acaba conhecendo subjetivamente o aspecto externo dos agregados psíquicos que são internos nas pessoas. As leis nada mais são do que repressão ao “eu”, repressão ao pecado. O que nós aqui na Gnose ensinamos é que nós não reprimimos defeitos. Nós suplicamos a sua morte, com trabalhos conscientes decididos e contínuos.
Quando nós ligamos a televisão, vemos um sujeito que matou outro, aí vem um sentimento de ódio daquele sujeito, queremos fazer vingança e dizemos assim:
“- Ah, se eu estivesse lá, pegava esse cara e fazia isso e aquilo…”
Ou se não, fala-se assim:
“- Ah, esse país precisa ter pena de morte.”
Logo, fica explícito o que nós carregamos dentro de nós é tão cruel quanto o outro que cometeu o delito. Obviamente que são subjetivismos da lei. Não há nada objetivo de combater o mal com o mal, que gerou o problema ou gerou o delito, não é? Porque o delito é o “eu”. Se aquele que assiste a TV e não se deixar identificar quando vê a mesma notícia, quando se manifestar qualquer “eu” dentro em oposição ao sujeito que cometeu o delito, o sujeito irá suplicar a morte de qualquer reação interna, porque ele sabe que se você se identificar com qualquer situação ou com qualquer delito do semelhante, você tem o mesmo defeito dentro, o mesmo, talvez até pior, mas está reprimido. Reprimido, por quê? Por causa da lei. Qual seria a lei?
A Lei Cristã ou a lei da própria educação, ou a lei da cidade, do país (códigos penal e civil) de que não se pode ser assim, não se pode ser assado… Que precisa ter uma educação. Porém se sabe. Você reprimiu apenas o defeito. Entretanto você não é um bandido. Você não é um drogado. Você não é um assassino, mas não quer dizer que você não tenha esses mesmos defeitos dentro. Apenas eles estão sendo reprimidos por causa da lei. Não são robustecidos por causa da Lei.
Eis aí uma questão muito importante. Morrer no defeito psicológico não tem nada ver com você temer a repressão da lei. Morrer no defeito é você compreendê-lo, investigá-lo, saber por onde ele se alimenta, o mal que ele faz a si mesmo e ao semelhante, e vir tirando o alimento dele para que ele morra. Assim, você cumpre a lei, nunca estará contra a lei. Ao contrário, será um exemplo, você nem necessitará mais da lei porque você não tem o defeito, logo você não comete delitos, não cometerá Crimes. É bem distinto do que você ser reprimido ou reprimir o “eu psicológico” por causa do peso da lei. Espero ter levado uma compreensão melhor sobre este tema das leis do mundo.
Compreendendo os Agregados Psíquicos e suas Manifestações em Nós, levando-os à Desintegração.
Pergunta: – Mestre Raphael, explique-me, por favor, qual a diferença de compreender o “ego” para depois, com a súplica à Mãe Divina, eliminá-lo e suplicar para sua morte?
Resposta – V.M. Raphael –: Vamos compreender o que é morrer no defeito psicológico. (ego é o espectro formado por inúmeros agregados psíquicos, ego é personificação de defeitos, legião de eus psicológicos). Antes, nós precisamos abordar como o defeito psicológico age em nós. Ele age nos detalhes, ele age aos poucos. Ele não vem de uma vez e rouba. Ele fica mamando aos poucos, nos detalhes. São por pensamentos, sentimentos até sutis – a maioria é por pensamentos. A pessoa fica ali numa tagarelice mental terrível, sempre está pensando, sempre voando, se autoconsiderando, ou por auto estima ou baixa estima, medo, orgulho, vaidade, sempre sonhando, seja com luxúria, seja com desejos, fascínios, ostentações e etc.. O pensamento é muito sutil. Ele surge, leva a energia mental e vai se plasmando no defeito. Ele fica ali, nos detalhes, mamando. Se a pessoa nunca se der conta disso, os defeitos se robustecem aos blocos, até legiões inteiras.
Quando nós queremos mesmo o trabalho, nós precisamos então nos concentrar na auto-observação para descobrir essa legião de eus psicológicos. Então vamos nos auto-observando. Na primeira percepção que a Consciência nos mostra da ação de um defeito, ou seja, percebemos que ele está ali na máquina no centro intelectual, ou em qualquer outro centro, agindo. O que ele está fazendo? Ele está roubando a energia daquele centro. Nós devemos imediatamente suplicar a morte daquele defeito porque nós o observamos e já o vimos agindo. Na continuidade desta ação, da morte nesses detalhes, nós vamos gerando uma compreensão sobre o defeito.
Isso de você compreender, pensar que compreende sonhando com os defeitos, ou seja, o sujeito fica ali raciocinando o que é a ira. Ele coloca vários tópicos sobre a ira. Ele sabe da ira na parte subjetiva. Quando é na parte prática, na hora de agir, ele não sabe o que vai fazer. Por quê? Porque ele não quis fazer a parte prática (observar os detalhes, morrer nos detalhes). Ele quis apenas entender como é a compreensão. Acha que a compreensão vem pelo raciocínio, pelo pensar no defeito. Isso está equivocado. Jamais qualquer compreensão virá pelo Centro Intelectual. Nunca virá.
Compreender é algo que está além do pensamento. A compreensão pertence à Consciência. O entender sim, pertence ao Mundo Mental, dos raciocínios, da lógica mental. Agora, dialética da Consciência, já pertence à Consciência, assim como a compreensão e etc.. Eis que está.
Se o sujeito age na parte prática, quando ele percebe a ação do defeito, auto-observando-se, ele não está fazendo com “a mente”. Para auto-observar-se não pensa, ele está atento para perceber, captar a ação de um defeito. Imediatamente, ele suplica à Mãe que não está na mente. A Mãe não pertence à nossa mente, ao que nós pensamos. A Mãe está além de tudo. Nós suplicamos pelo que nós vimos, pelo que percebemos pela auto-observação. A Mãe imediatamente irá agir naquele detalhe de defeito. Vai ser nessa continuidade de ações em derrubar o defeito, que vem se formando a compreensão, logo a Consciência. Por quê?
Porque nós vamos tirando do defeito pequenas essências que ele aprisiona. Essas partículas de essências, elas vêm se juntando ao que nós temos de essência livre. Ela traz uma autoconsciência do defeito ao qual estava aprisionada. Acontece que quando ela chega à essência que esta livre, ela dá um choque de compreensão quanto àquele defeito (um lampejo de compreensão, e vai despertando esses 3% de essência livre, e vai se aglutinando mais essências livres). Isso só acontece na continuidade de propósitos em continuar a prática de se auto-observar e morrer nos detalhes de defeitos que agirem.
Não é pensar em morrer. Não é ficar com “a mente” se auto-observando. Não faz nada porque ali é um “ego” observando outro “ego”. É um defeito observando outro defeito. O observar não está ligado ao pensamento. Vamos dizer aqui em miúdos em uma frase do Mestre Rabolú, ele disse assim:
“- Nós não temos uma mente. Não sou partidário de falar da mente porque nós não temos uma só mente, nós temos milhares de mentes. Cada agregado é uma mente.”
Então, de que serve “a mente”? A mente não serve para nada. Isso que o Mestre disse é que a nossa parte acima do Corpo Mental que faz o trabalho chama-se essência desperta ou Budhata. A auto-observação vai despertando nosso Budhata, nossa essência. Essa essência desperta recebe o nome de Budhata, é ela que virá percebendo a ação do defeito e imediatamente devemos agir suplicando à Mãe Divina.
Nós precisamos ascender as oitavas para despertar o Budhata para que se faça o trabalho. E não, o “eu gnóstico” que pensa em auto-observação”, porque existe também esse “eu gnóstico”, que fica pensando e não é por ali. É algo revolucionário que você não pode pensar. É como se você estivesse num campo de batalha e os inimigos estão dentro de sua própria mente (são muitas mentes). Que defeito nós iremos eliminar se nós estamos pensando no defeito? Seria outro defeito que vai se robustecendo enquanto nós queremos eliminar o outro.
A auto-observação não é pensar em se auto-observar, mas você estar se auto-observando em silêncio mental. É Estado de Alerta Novidade Contínuo. Observar é estar apto a captar a ação interna de qualquer manifestação do “eu”, os detalhes. Você suplica, A Mãe age imediatamente, ela não deixa aquele defeito agir. Não o deixando agir, ela tira uma parte de essência dele. Na continuidade é que o defeito vem morrendo. Não é de uma vez. Os defeitos morrem um a um e por etapas.
Isso de compreensão é algo didático, algo elástico, algo que se vai ampliando a medida que se venha aplicando a tarefa de morte psicológica de momento a momento como disse o Mestre Samael. Nós aqui ampliamos a compreensão a essa aplicação. É de segundo a segundo. Você tem que estar se observando, porque em um segundo, o defeito pode por tudo a perder se você se identificar com ele. Não pode baixar a guarda. Eis outra frase do Mestre Samael – “- Nunca baixar a guarda.” – Tudo isso precisa ser compreendido a fundo, ok?
O Alerta à Novidade: Estar Desperto ao Momento, às Ações dos “eus” em Diversas Faces.
Pergunta: – Mestre Raphael, desculpe se não for pedir demais, poderia me explicar melhor isso que acontece quando se diz que “num segundo o “eu” põe tudo a perder”?
Comentário – Maria –: – As reações automáticas. Se não estamos atentos ao nosso interior, agimos por impulso e cometemos vários erros, como o de matar o semelhante. O indivíduo mata e só depois se dá conta do que fez. Os eus agem a todo instante, temos que vigiar (ver os defeitos querendo entrar na máquina) e orar à Divina Mãe (pedir a morte do elemento, do eu) para não sermos roubados.
Resposta – V.M. Raphael –: A princípio, nunca é demais ou pedir demais, que nós expliquemos ou que cheguemos a desvendar ou desvelar um entendimento para se atingir a compreensão. Sim não há o que desculpar você não disse nada errado. Mas todos fiquem à vontade para fazer quantas questões quiserem. Agradeço pelas questões, porque nós podemos ampliar, nós podemos ajudar os nossos irmãos melhor. Isso é o que importa. Obrigado pela questão.
O defeito psicológico, por ele ter muitas faces, ele se camufla com facilidade dentro das nossas atividades mecânicas, da mecanicidade de nossa vida. Nós sempre temos atitudes mecânicas, costumes, hábitos, engrenagens em que nós estamos apoiados. Por isso, o Mestre Samael também fala assim:
“– Atrás do incenso e da oração também se esconde o delito.”
Vamos compreender o que é isso. O “eu”, como ele tem muitas faces, isso significa que o eu cria muitas chaves de acesso à máquina, à psique, ele se adapta ao que nós estamos buscando. Ele participa e se mescla com o que nós pensamos, sentimos, achamos, aceitamos ou rechaçamos. Ele está presente em todas as nossas manifestações, seja na parte de pensamentos, sentimentos, sonhos, seja lá o que for que nós tenhamos, o eu participa.
Se nós não estamos atentos, nós baixamos a guarda, o eu então assume a frente porque ele estava sem alimento quando estávamos morrendo nos detalhes. Na baixa da guarda o “eu” quer recuperar o que perdeu. Eis que ele vai de qualquer forma ao pote, ele corre para assumir o controle da máquina e fazer com que o delito aconteça. É isso que se refere. Por isso, diz-se assim, “continuidade de propósitos”, morrer de instante a instante e de momento a momento. Olha só, instante a instante e de momento a momento. Por que será que o Mestre falou em instante a instante fazendo uma redundância com momento a momento? Seria uma redundância? Ou uma urgência compreender que é a todo segundo?
Náo vejo como uma redundância. Sabe como vejo? Como uma emergência que nós compreendamos isto de morrer, e em cada segundo estar se auto-observando para descobrir a ação do elemento psíquico, do elemento subjetivo dentro de nós. Isso nos chama a atenção para que nós aprendamos verdadeiramente a nos auto-observar, e não, pensar em auto-observar, como eu disse anteriormente. Pois aí abre as portas para o “eu psicológico”.
O “eu” está nas mentes dentro de nós, nós chamamos de Corpo Mental. O que acontece dentro do Corpo Mental são os agregados psíquicos, esses defeitos que estão nas pregas mentais, lá dentro no nosso Corpo Mental. Se nós vamos pensando, pensando, eles sabem tudo o que nós vamos fazer. Por isso, nós chamamos de campo de batalha, porque é pelo pensamento que nós vamos às ações, é o que nos faz cair.
Os desejos agem primeiramente na mente, poucas são às vezes em que, por exemplo, o intelecto subjetivo vá agir sozinho. Ou seja, o elemento que ataca o centro intelectual fique só ali. Ele vai agindo até atingir todos os centros. Então, ele pensa, vai atingindo o emocional. Do emocional vai descendo até o motor, o instintivo e o sexual. Quando ele atinge o sexual, ele chegou aonde ele queria. Ele queria era assaltar o centro sexual porque ali tem a energia que é explosiva.
Veja que se nós não combatermos os defeitos, não estarmos alertas à novidade como disse também o Mestre Samael – veja só, Ele ensinou tudo isto. Esse alerta à novidade é você estar desperto ao momento, não ficar sonhando nunca. Não ir atrás dos sentimentos e dos pensamentos que assolam “a mente”, as preocupações, ficar voltado a isto, porque você vai perdendo o fio da meada do trabalho e vai começando a mesclar com o “eu gnóstico”.
Eis que nasce o “eu gnóstico”, o pensante sobre Gnose, e se esquece da parte realmente gnóstica, que é a parte prática, a parte vivida, aquilo de você desvendar a você mesmo como um soldado em campo de guerra, que você precisa estar em alerta, porque senão os inimigos vão te render. Esse é o princípio do trabalho interno.
Sem Padecimentos Voluntários Não Há Despertar da Consciência.
Pergunta: – Mestre Raphael, o Mestre Samael fala dos Padecimentos Voluntários, poderia ampliar isso, por favor?
Resposta – V.M. Raphael –: Respondendo a pergunta sobre os padecimentos voluntários que tem a ver também com essa pergunta anterior. Cabe dizer, de passagem, que sem os padecimentos voluntários, nós não atingimos o despertar da Consciência.
Vamos colocar um exemplo de padecimento voluntário. Quando nós descobrimos um defeito em nós, um defeito terrível e nós não queremos ter aquele defeito. Nós ficamos desmoralizados por vê-lo em nós, não é? Antes, nós nem imaginávamos que tínhamos um defeito daquele tamanho, ou daquela estirpe e deparamos com esse defeito em nossa psique assaltando os centros de nossa máquina orgânica (Corpo Físico). O que vai acontecer? Nós ficamos desmoralizados e vamos recorrer à Oração à Mãe Divina, arrependidos ali. Este é um padecimento voluntário. Isto que se chama padecimento voluntário.
Porém, o padecimento, ele tem as suas temperaturas, vamos dizer assim, que o arrependimento a cada defeito psicológico, ele possui 49 níveis de profundidade. Ou seja, 49 níveis que nós precisamos atingir nesses padecimentos. Todavia para cada defeito existe uma temperatura aonde ele vai morrer. Nós precisamos atingir essas temperaturas dentro disso que se chama padecimento voluntário, que seria os arrependimentos por você ter conhecido aquele defeito psicológico, investigado ele, não se conformado com ele e ir atrás dele até eliminá-lo.
Uma persistência, porque o defeito tem a mesma persistência. Ele sempre está assaltando a máquina, fazendo-nos sonhar, hipnotizando-nos para entrar na máquina e assumir o controle. Nós precisamos ter a mesma continuidade em derrubá-lo, em investigá-lo, em persegui-lo, porém de forma silenciosa, individual e totalmente hermética nesse processo todo do trabalho interno. Não pode sair falando o que se está fazendo, essas coisas aí, senão é o próprio “eu” ali, ele já derrubou toda a nossa disciplina. Veja como é, uma disciplina que nós temos que fazer, temos que construir em nós um modus operandi do trabalho interno.
Então, padecimento voluntário é fundamental para se firmar a Aliança com A Mãe Divina, aquilo de você entregar o coração à Mãe Divina e ali colocar a vida mesmo, em tudo que nós somos tudo, tudo o que nós somos, que representamos, nós colocamos nas mãos dela. Existe até uma frase que está no livro Planeta Terra: Um Mundo em Chamas (Por: V.M. Raphael) que diz assim:
“– Meu Pai, tu és meu criador, destrua-me e me reconstrua por sua vontade, por unicamente a sua vontade.”
Eis que está. Nós devemos compreender essas frases aí, porque nelas existem um incentivo e também uma chave para o despertar da Consciência e para o trabalho verdadeiramente da Gnose, ok? Muito obrigado pelas questões. Espero tê-los ajudado melhor.
É preciso Investigações em Níveis Profundos sobre Si Mesmo para Alcançar a Origem do “eu”.
Pergunta: – Mestre Raphael, poderia nos explicar porque são 49 os níveis mentais?
Resposta – V.M. Raphael –: Eles estão referentes à Inconsciência, Sub-Consciência e Infra-Consciência, porém as infradimensões e os níveis de arrependimento ao qual eu falei corresponde aos 49 Aeóns (significa 49 fórmulas sagradas secretas de padecimento volúntário). que disse o Mestre Samael naquele Livro Pistis Sophia Desvelada, aliás, quem disse isso foi o Mestre Michael, Mestre Jesus, após a ressurreição, aos apóstolos.
O Mestre Jesus ficou dez anos com os apóstolos, coisas que ninguém fala nas Bíblias. Porém, o Mestre conviveu ainda dez anos com os apóstolos após a sua crucificação. Ali entregou esses quarenta e nove níveis de compreensão que nós precisamos nos aprofundar. São quarenta e nove níveis porque há em nós camadas e camadas de profundidade que se relacionam com as infradimensões ou os infernos atômicos do homem.
Existem essas camadas dentro de nós que estão pertencentes à Infra-Consciência, que nós precisamos nos adentrar para tirar a raiz do defeito psicológico, ou seja, descobrir que eles se alimentam em um desses departamentos, vamos colocar assim. Esses quarenta e nove níveis tem a ver com a relação com a velocidade, que é o trabalho interno. Ou seja, o Corpo Mental, ele tem uma relação, vamos dizer assim, além do tempo, mas ela está, por ser um Corpo Mental Lunar, ele tem a sua relação no tempo também. Como assim, por quê? Porque ele morre com o tempo. Ele está além do tempo, porém ele não é um Corpo Mental Solar ainda, ele é um esboço mental. Ele está relacionado para as infradimensões, para se subir tem que se descer já dizia o ditado esotérico. A velocidade que age em relação tempo, se vamos colocar assim apenas para compreender, é que a velocidade lá (no hexadimensional, ou plano causal, os eus causa) de cima é cinquenta vezes mais rápida de que a daqui debaixo.
Quando nós temos essa relação, nós compreendemos que as ações dos defeitos, elas estão presas no tempo e consequentemente, uma forma mental lunar no Corpo Mental lunar mesmo que esteja além do tempo. Nós precisamos ir além do tempo, ou seja, retornar aonde começou o defeito psicológico, pode ser numa existência lá atrás onde ele nasceu, nós precisamos ir lá nos Registros Acássicos e reconhecer o “eu Causa” e o eliminarmos. Isso é o relacionamento entre os quarenta e nove níveis.
Há níveis que estão, vamos dizer assim, muito longe de nós descobrirmos, porque eles pertencem aos “eus Causas” que estão relacionados à sua criação em uma existência tal que está lá atrás, (precisa-se ter o Corpo Astral Solar Criado e iniciado o Corpo mental Solar de ouro para se começar a eliminar esses eus causa). Porém isso tudo não pode ser visto como teoria, algo que se decora. Não é necessário ficar decorando as lições de quando possa acontecer porque o decorar nunca foi uma necessidade nos trabalhos gnósticos. Pois a Gnose precisa ser prática. Precisa-se viver a Gnose, para vir descobrindo tudo isso que digo aqui. O que acontece é que quando você nasce nas supradimensões, você começa a comandar o que está relacionado ao tempo, não é? Precisará descer aos infernos atômicos para investigar as varias faces do eu psicológico. Enquanto que se está investigando desde dos eus causa (por que já se tem um corpo solar Construído que capacita todos esses trabalhos internos, onde pode-se estar em vários lugares ao mesmo tempo, é a multiplicidade perfeita do Ser), e se recebe intuitivamente a informação de quando aconteceu e o que fez gerar o defeito (o real Significado do defeito em questão é captado), então seriam os padecimentos frente a todas essas descobertas. A relação tempo estaria sendo investigada por você, onde você morreria no tempo, no homem perecível.
Porque enquanto nós estivermos enroscados na Roda do Samsara (a roda dos retornos da mecânica dos ciclos de existências), nós estaremos sujeitos ao tempo. (Evolução e Involução). Isso quer dizer o quê? Que está sujeito a perecer nessa Roda do Samsara, que é da linha evolutiva e involutiva. Evolui até certo ponto e depois involui novamente, nunca atinge a liberdade. Nessas existências que foram nesse ciclo todo, criou-se a raiz do “eu”, (o eu causa propriamente dito). Onde precisa-se investigar. O termo quarenta e nove níveis vem a dizer para que nós tenhamos compreensão dessa profundidade que nós temos que alcançar para eliminar, acessar o real significado do defeito, que está escondido nesse labirinto psíquico. Compreende?
Nós precisamos investigar a nós mesmos em níveis mais profundos onde o “eu” continua agindo.
A relação do tempo (como perguntaram na conferência anterior) que não existe o tempo para Deus, mas nós estamos sujeitos ao tempo. Por quê? Porque nós temos um Corpo que está sujeito ao tempo, se observarmos de cima para baixo estamos depois (abaixo) do plano tetradimensional (onde se processa o tempo pelo aspecto inferior), ou seja, estamos ainda no tridimensional. Se nós tivéssemos em Corpo Jinas estaríamos sujeitos ao tempo? Também, porém um tempo mais lento. E se estivéssemos no pentadimensional, estaríamos sujeitos ao tempo? Não. Existiria outro tipo de formulação de acontecimentos, de causas e efeitos que também isso gera certa relação com o tempo, causas e efeitos. Isso gera tempo – Observem –, porém de um ponto de vista superior que não tem a ver propriamente com o tetradimensional onde está o tempo inferior que é esse tempo nosso aqui? O tempo meramente perecível, mortal?. Estaria numa relação superior de acordo com as Leis do Corpo Solar que se tenha nascido.
A mesma coisa são os Registros Acássicos da natureza que estão além do tempo, porém lá existem todas as informações relacionadas ao tempo e às transformações que nós precisamos fazer. Seria um registro de você voltar e resgatar aquilo que você perdeu numa certa época, ou que você criou. Eis que você retorna e acaba descobrindo aquele “eu” que foi gerado ali. Isso é trabalho de Segunda Montanha quando o Mestre encarna o Segundo Logos da Criação. Tudo isso é investigado nos Mundos internos, é onde o Corpo Mental de Ouro, O To Soma Heliakon, é formado. É o Corpo do Herói Solar.
Pergunta: – Mestre Raphael, de quem é “a mente” nossa ou do “ego”?
Resposta – V.M. Raphael –: Esse “nossa” quem é? Esse “nossa” é possessividade, mas não conhece a si mesmo, então observa-se, quem se julga dono de si mesmo? Eis que este é o “ego”. Certamente ao perguntar isto, sem a prática decidida não descobrirá a multiplicidade de “mentes” das variadas formas mentais que compõe o ego, só de se afirmar que se possa ter uma “Mente” já se dá a compreender que julga possuir a si mesmo, isso tudo é o próprio “ego”. Resulta num fato incontestável que: todo aquele que quer possuir a si mesmo, ele acaba se perdendo. Aquele que doar a sua vida a ganhará. Assim disse o Mestre:
“– Aquele que perder sua vida por mim, a ganhará.”
Esse “por mim” seria O Cristo Interno (O Cristo Íntimo). Ele lança a vida, seja para perder ou ganhar, não importa. Ele está pelo Cristo vivendo o verdadeiro Evangelho. Ele a ganhará porque não existe Amor Maior do que aquele que doa a sua própria vida para que outros vivam. Essa é A Lei dos profetas. Resumindo todo esse conhecimento esotérico, esse conhecimento profundo em Gnose, nós vamos compreendo. O que é o “nosso” que nós falamos – “nosso” corpo, “nossa” mente? Nós não temos nada. O Ter ou sonhar com o Ter, possuir, receber, e etc; são sonhos da consciência. Quem fala assim é o próprio “ego”.
Quando nós falamos em dissolver o “ego”, obviamente nós estamos colocando na mão do Pai nosso, nosso Pai. Isso sim. Só Ele possui uma realidade. Mas esse “nosso” Corpo Mental lunar, essa “mente” que na verdade são “mentes”, são frações, formas mentais do “ego”. Tudo o que se pensa sem ter construído o Corpo Solar To Soma Heliakon não possui realidade, são dados incompletos, subjetivos, sem experimentação direta que leva ao sonho, ao adormecimento. Só depois que se construir o Corpo To Soma Heliakon, eis que se toma uma realidade existencial. Então, ali é O Corpo do nosso Pai, do Cristo Íntimo, e não somos aquela personalidade que quer possuir a si mesma. Cheia de medos, considerações e etc. Que eu tenha ajudado a sua compreensão. Paz Inverencial.
O Tempo: Mecanicidade Celeste a ser Vencida.
Pergunta: – Mestre Raphael, então existe o tempo superior?
Resposta – V.M. Raphael –: Observem a mecânica celeste. Observe o nosso planeta, o macrocosmo todo. Existe um percurso que o nosso planeta, aliás, que o nosso sistema faz em torno do zodíaco. (são 12 costelações: Capricórnio, Sagitário, Escorpião, Libra, Virgem, Leão, Câncer, Gêmeos, Touro, Áries, Peixes, Aquário). Existe um tempo, porém é um tempo superior a esse tempo relacionado ao nosso tempo perecível, o tempo subjetivo, o tempo mortal infradimensional. A relação tempo, ela começa a ser relativa. Ela é uma forma de você dar compreensão ao que dura e ao que é rápido. Ao que tem percurso e ao que não tem percurso. Qualquer coisa que tenha percurso existirá um tempo, assim como existe o percurso da Terra em volta do zodíaco, que é uma mecanicidade celeste. Existirá as Quatro Idades (Ouro, Prata, Bronze e Ferro) ao longo do percurso nas 12 constelações. Haverá 7 raças que habitarão um planeta, tudo isso tem relação ao tempo, porém há nessa mecanicidade celeste, um objetivo único incontestável, que é vencer o tempo, pelo único ponto de vista da consciência, o amadurecer, o vencer a si mesmo, vencer a mecanicidade toda que o tempo superior ou inferior gerar em nós (mecanicidade gera trevas, adormecimento, por isso a frase vencer a mecanicidade é despertar para a realidade além da mecânica e do tempo). Assim nasce o revolucionário de si mesmo.
Existiria então, um tempo superior? Essa é a pergunta. Vamos explicar melhor.
Veja. Nós estamos relacionados dentro de uma criação e estando dentro dessa criação, nós estamos sujeitos a tudo o que essa criação tem de mecanicidade. O trabalho é você retornar ao original, ou seja, ao centro de onde tudo se originou. É você retornar ao Sol Absoluto, você entrar então como um Herói de uma humanidade, um Herói de Si Mesmo. Isso implica em você vencer todas as mecanicidades e isso inclui o tempo. Se há tempos superiores, se há toda essa relação tempo, percurso, seja lá o que tenhamos no nosso raciocínio, que compreendemos sobre distância, tempo, duração e etc., isso tudo vai caindo por terra. Por quê?
Porque quando nós nascemos no Corpo, por exemplo, O Corpo Astral, nós temos outra realidade quanto a isso de tempo. Nós nascemos num plano onde o tempo nem existe praticamente. Existe outra relação de duração e etc., que se pode até chamar de tempo, mas não é essa parte subjetiva ao qual nós estávamos submetidos. Pois estávamos ali submetidos as leis que regia aos corpos de desejo, (o quaternário inferior, corpos físico, vital, astral e mental lunar) relacionado ao plano tetradimensional inferior. O tempo Mortal. Como por exemplo, nós aqui no Corpo Físico somos regidos por 48 Leis e lá em cima, no Corpo Astral, nós somos regidos por 24 Leis. No Corpo Mental, 12 Leis. No Corpo Causal, 6 Leis. No Corpo Budhico, 3 Leis. No Corpo Átmico, apenas1 Lei.
Isso nos mostra uma escada que nós temos que subir, superando essas Leis de atração, mecanicidade, tempo, relações, tudo isso é o que formam essas leis. Nessas profundidades, nesse vencer toda essa profundidade é onde nós vamos nos autorrealizando, vencendo a própria mecanicidade. Seria tudo isso. Vencer o que você é, o que você existiu, o velho homem para nascer no novo. Precisa conhecer. Precisa investigar. Precisa apalpar. Ok?
Se há um tempo superior, é relativo ao plano que você nasceu, aonde você nasceu, ao plano que você ascendeu. Nascendo lá, você vai tendo uma compreensão do que isso significa. Falar disso agora resulta em teoria sobre tempo. Isso não interessa ao nosso passo do momento porque faz sonhar. O nosso passo do momento é aprender a nos auto-observar e derrubar esses “eus todos”. Nós estamos cá no pré-primário, ou seja, nós estamos ainda na primeira etapa, vencendo a mecanicidade tridimensional.
Como é que nós vamos pensar em um tempo que tenha no plano pentadimensional se nós nem nascemos lá? Compreendem? Uma relação que nós precisamos ter é de acordo com o passo que nós estamos. Aos Mestres que nasceram sim, eles estão enfrentando essas relações com outras leis. Mas nós que estamos aqui no tridimensional, precisamos ainda alcançar os planos, ou seja, nascer internamente para poder ter uma percepção maior dessas profundidades.
Isso se relaciona também naquele tema “As relações dos Sete Cosmos”, os aspectos dos sete Cosmos tem uma relação que você vai entender melhor a questão do Corpo que se nasce e da relação com o que existe para o Corpo, o plano propriamente dito que aquele Corpo nasceu. Um Corpo Astral Solar, por exemplo, ele tem a relação de um plano Astral Solar, o Corpo Mental com o plano Mental assim como o tetradimensional que tem uma relação com o Corpo Vital, que é o Corpo Etérico e assim, sucessivamente. Compreendam bem o que é isto.
Essas relações internas com as leis vão sendo descobertas e aprofundadas quando se nascer nelas, porém nós precisamos antes aprender as relações deste plano que nós estamos, o tridimensional, para poder passar para outro. Precisa aprender a conhecer a nós mesmo, da parte grossa que nós temos para chegar às partes mais sutis. A causa de tudo que existe
Aquele que não conhece a si mesmo, jamais vai compreender qualquer coisa que se diga dos planos superiores. Aquele que conhece a si mesmo, ele passa a nascer nos planos superiores, porém precisa dissolver aquilo que conheceu, ou seja, o velho homem. Os seus defeitos psíquicos que fazem dessa pessoa um habitante mortal dos planos inferiores da natureza, das infradimensões.
Forças a todos.
Por: V.M. Raphael





