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7 de fevereiro de 2026Em toda geração surgem “fariseus modernos”, não necessariamente com vestes antigas, mas com discursos sofisticados. Eles aprenderam a usar a linguagem da fé, mas esvaziaram o seu conteúdo. Transformaram o Evangelho, que é o caminho da renúncia e da salvação, em promessa de conforto. Converteram a cruz em palco. E a salvação em produto.
O verdadeiro Evangelho nunca foi um atalho para riquezas materiais. Ele sempre foi um chamado à transformação interior, ao arrependimento, à humildade e à obediência. Cristo nunca prometeu palácios e riquezas terrenas.
Quando a fé passa a ser vendida como garantia de prosperidade, quando o altar se torna vitrine e o púlpito se torna balcão de negócios, é sinal inequívoco de que o princípio transformador foi desviado. Porque o centro deixa de ser Deus e passa a ser o benefício pessoal.
O falso evangelho massageia o ego.
O verdadeiro evangelho confronta o ego.
O perigo não está apenas nos que pregam, mas nos que desejam ouvir apenas o que agrada. Afinal, sempre haverá quem ofereça um caminho mais fácil, menos exigente e mais confortável.
Mas o caminho estreito continua sendo estreito.
E a cruz continua sendo cruz.
Discernimento é necessário. Nem tudo que fala de Deus vem de Deus. E nem todo discurso revestido de espiritualidade conduz à verdade.
Há uma maldade silenciosa acontecendo bem diante dos nossos olhos, o nome de Cristo sendo usado como estratégia, enquanto o próprio Cristo é deixado de lado.
Os fariseus modernos não se apresentam como inimigos da fé. Eles falam de Deus, citam versículos, usam a linguagem da promessa e da vitória. Mas, sutilmente, adulteram o centro da mensagem. A cruz é suavizada. O arrependimento é evitado. O pecado é relativizado. E o foco passa a ser prosperidade, conforto, sucesso e realização pessoal.
O Evangelho deixa de ser sobre transformação do coração e passa a ser sobre realização de desejos.
Mas o verdadeiro chamado de Cristo nunca foi um convite ao conforto, foi um chamado à renúncia:
“Negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” Lucas 9:23
Quando a fé se torna ferramenta para enriquecer, quando a espiritualidade vira marketing e quando a bênção material se torna o principal termômetro da presença de Deus, algo foi corrompido.
O falso evangelho alimenta expectativas terrenas.
O verdadeiro evangelho prepara o homem para continuar seu caminho além do tempo.
O falso promete que Deus servirá aos seus sonhos.
O verdadeiro ensina que você deve servir aos propósitos de Deus, sendo fiel e obediente a Ele.
O perigo é sutil, parece apenas uma ênfase diferente. Mas “pequenas” distorções, repetidas ao longo dos séculos, produzem grandes desvios.
E talvez a pergunta mais importante não seja:
“Quem está pregando errado?”
Mas sim:
“O que meu coração está buscando ouvir?”
Porque sempre haverá quem pregue aquilo que agrada.
Sempre haverá os atores do cristianismo.
Mas poucos permanecerão fiéis ao que de fato transforma.
Que cada coração busque não o que é mais atraente, mas o que é mais fiel às Escrituras.
Que o discernimento seja maior que a empolgação.
Que a verdade seja maior que o espetáculo.
E que o Cristo Vivo permaneça no centro e como prioridade de nossa vida, não como segunda opção.




