
Sobre ser cristão
11 de fevereiro de 2026Já parou para refletir por que Jesus lavou os pés apenas dos doze discípulos e não da multidão que se juntava para ouvi-lo?
A multidão O escutava, admirava Seus milagres, buscava consolo, esperança, cura, queriam fazê-Lo rei da revolução contra Herodes… Porém, ouvir não é o mesmo que seguir. Revolução exterior não é o mesmo que revolução interior (revolução da consciência).
A multidão queria apenas as palavras da salvação, já os doze aceitaram o caminho da transformação. Enquanto muitos desejavam o conforto da mensagem, eles aceitaram o desconforto da mudança e colocaram os dois pés no caminho estreito.
Negaram a si mesmos, deixaram suas redes, o conforto de seus lares, projetos, antigos rumos, trocaram aplausos por renúncia, trocaram curiosidade por compromisso.
O gesto de lavar os pés não foi um espetáculo para impressionar a humanidade, foi além de tudo e, para os que estavam presentes, aqueles que decidiram caminhar com Ele, a representação de que não se pode caminhar no caminho do Senhor com os pés sujos da podridão desse mundo. Precisa vir morrendo no ego de instante a instante, pois ele é o causador da cegueira que nos desvia do caminho da luz. Sendo assim, para que Deus possa lavar nossos pés, precisamos fazer nossa parte, retirando-os da lama.
Então, percebam que a pergunta que mais interessa para nós não seria:
“Por que Ele não lavou os pés de todos?”
Mas sim:
“Eu sou parte da multidão que escuta… ou dos poucos que verdadeiramente o seguem?”





